Meu bebê virou uma mocinha

Oi pessoal,

Alguns de vcs devem ter visto o post que publiquei essa tarde em minha página pessoal: Minha filha de 7 anos agora usa maquiagem! Muito bonitinha, não é mesmo? Acho uma graça ver esse seu lado feminino aflorando. Vejo que ela está se convertendo em uma linda e charmosa mocinha e fico simplesmente encantada de vê-la desenvolvendo-se com tanta saúde, beleza e alegria! Em contrapartida, não posso negar que meu coração de mãe sente uma pontinha de nostalgia: Ela já não é mais um bebê.

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Já faz algum tempo que tenho notado que a minha princesa está virando uma mini mulher. A gente vai acompanhando o processo de desenvolvimento … e de repente, um belo dia, nos damos conta de que tudo mudou! Não existe um marco. Um aviso prévio. Simplesmente acontece…

A minha filha, apesar da carinha de anjo, sempre foi meio moleque. Andava para cima e para baixo rodeada de meninos. Quando vivíamos no México, chegava da escola contando sobre as peripécias que aprontava junto aos seus melhores amigo Matteo, José Alejandro y Sebastián: “Mama, hoy jugamos como Plants and Zoombies” ! Não me lembro de ouvi-la contando sobre brincadeiras de casinha e boneca. Nem ao menos mencionava o nome de outras amiguinhas. Pelo menos no começo. O mais interessante é que minha filha sempre teve um perfil bem meigo e delicado o que, de certa maneira é um pouco contraditório se formos levar em consideração que muitos meninos costumam ser bem travessos. Bom… pode ser que seja genético o negócio: confesso que eu mesma tinha um perfil semelhante. Era bem delicadinha mas vivia jogando queimada na rua enquanto as Barbies enfeitavam as estantes.

Um dia, ela chegou da escola e disse:

Mama, me gustaría invitar a alguién para venir a jugar conmigo en la casa”,

“Claro meu amor! Quem vc quer chamar?”,

“Matteo!”

Juro que fiquei um pouco desarmada em um primeiro momento! A primeira “pessoinha” que minha filha quis convidar para vir em casa era um menino! Nada contra… eu confesso que achei uma fofura! Nunca fui de colocar restrições, pelo contrário, estimulo muito a questão da diversidade! Só fiquei um pouco surpresa pois, na minha época, isso era relativamente incomum. Nesse dia, minha casa entrou em erupção: os dois comeram 3 sacos de pipoca esparramados no sofá, jogaram vídeo game, andaram de patinete .. enfim! A casa ficou de pernas para o ar! Como comentei com vcs, minha filha é muito doce e não é de aprontar! Pelo menos quando está sozinha. Mas ao lado do Matteo, eram outros quinhentos: a bichinha pegava fogo!

Com o tempo, ela começou a se relacionar mais com as amiguinhas da escola. Sempre falava na Carmem Maria, na Greta e na Sophia! Em determinado momento, começou a me pedir para fazer as unhas no salão de beleza junto comigo. No México, é muito comum o uso de tranças. As cabelereiras tem muita habilidade e fazem uma trança mais linda que a outra! Portanto, sempre que íamos ao salão, saíamos as duas “peinadas” a la Frida Khalo!! Nos divertíamos a beça! Ser mãe de menina é muito gostoso. Especialmente nessa idade, pois elas são muito companheiras! Eu e minha filha vamos juntas ao salão, passeamos pelo shopping, olhamos as vitrines, experimentamos roupas nas lojas, nos sentamos em docerias para tomar um cafézinho (ou um suco!)  e colocamos as “fofocas em dia”. É uma delícia!

Um dia, chamamos uma de suas amiguinhas para vir em casa e a dinâmica dessa vez foi um pouco diferente. Não teve muita bagunça. Elas brincaram de escolinha e de bonecas. Uma hora apareci no quarto e acabei escutando a conversa entre as duas, quando a amiguinha pergunta: “En tu opinión cuál es el niño más guapo del salón?”. Minha filha, com toda a sua inocência responde: “Cuál?”. Tive que sair do recinto correndo para poder gargalhar em um cantinho! Minha filha definitivamente não estava nesse estágio de desenvolvimento e, em toda sua pureza, deixou claro que não tinha uma opinião formada sobre o assunto! Achei demais a resposta! Completamente alienada!

Alguns dias antes de retornarmos ao Brasil, a mamãe do Matteo veio me contar que seu filho já havia começado a olhar para a minha filha com os outros olhos: Sua parceirinha, já era vista como “uma das meninas mais bonitas da classe!”. Estávamos prestes a partir e ele, naquele momento, abriu o coração sobre um sentimento que de uma hora para outra surgiu! De maneira inocente e natural. É isso aí minha gente… nossos pitucos vão crescendo…

Já de volta ao Brasil, vejo que minha filha continua desenvolvendo amizades com todo mundo, mas já começa a falar sobre meninos de um jeitinho diferente. Elajá está pedindo para ir a escola de pulseiras e colares. E hoje pediu para passar maquiagem… Está ficando vaidosa.

É isso aí minha gente… Eles crescem. E temos que prepará-los para a vida. As vezes dói um pouquinho no peito, não dói? Ou só eu fico toda sentimental? Saber que logo logo ela vai estar encarando esse mundão aí afora. Sozinha. Quero protegê-la. Bem debaixo de minha saia para todo o sempre. Mas não posso. As vezes choro de alegria de vê-la crescendo com saúde e sabedoria. Mas confesso que as vezes choro pois tenho medo que ela sofra e enfrente dificuldades na vida. O tempo está passando e ela já não é mais o meu bebê. Sei que como mãe, procurarei sempre me acercar… sempre que possível, estarei por perto. Mas sei que tenho limitações. Tudo o que posso fazer é orientá-la da melhor maneira possível. Eu espero que esteja fazendo o negócio direito. Espero que esteja sendo uma boa mamãe. Aparentemente, está tudo sob controle, pelo menos por enquanto. Mas esse é  o tipo de coisa, que só saberei com certeza bem mais para frente.

Enquanto isso, passo uma sombra bem linda em seus olhos e digo: Vc está linda meu amor! Vai arrasar! Boa aula! 😉

 

3 comentários sobre “Meu bebê virou uma mocinha

  1. Lili disse:

    Que delicia ouvir (no caso, ler) suas histórias, Ma! E que gostoso perceber essa transformação das nossas pequenas, né?! Beijos e continue sendo essa mãe parceira da Catinha.

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