Carreira versus maternidade: Eterno dilema!

Oi gente! Bom dia!

Como alguns de vocês já sabem, essa semana estou trabalhando fora de casa. Vira e mexe preciso viajar a trabalho e é sempre a mesma coisa: Meu coração fica apertado de tanta saudade da minha filhota! Já estou “nessa vida” a 7 anos e confesso que ainda não aprendi a gerenciar bem esse meu sentimento. Dói demais! Bom… tendo em vista esse momento que estou vivendo, achei que seria uma boa ideia escrever um pouquinho sobre um dos grandes dilemas que nós mulheres enfrentamos: Carreira versus Maternidade.

Mas antes de começar, gostaria de alinhar com vocês as expectativas: Gente… Não sou nenhuma expert em psicologia, quem me dera! A ideia do blog é dividir com vocês algumas de minhas experiências e como lido com as adversidades. Digamos que o blog é uma espécie de divã! Eu opino sobre um monte de coisas com as quais certamente vocês também se identificam e cada um tira as suas próprias conclusões. O negócio é abrir o coração e botar tudo para fora. Como eu sempre digo … “Tamo junto”, então, vamos lá…

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Quando olho para trás e faço uma retrospectiva de toda a minha trajetória até aqui, consigo tirar algumas conclusões e entender alguns “por quês” da minha vida! Vamos começar por educação: Não posso negar que sou uma pessoa privilegiada! E agradeço todos os dias pelas oportunidades que me foram oferecidas. Sei que existe muita gente por aí que teve muito mais oportunidade na vida do que eu e não soube aproveitar. Uma pena… Eu aproveitei! E muito! Sempre fui uma boa aluna e uma boa filha (exceto na “aborrescência”!). Para os meus pais, não foi nada fácil criar três filhos. Ambos eram assalariados e me lembro bem que cada gasto era colocado na ponta do lápis. Eles se esforçaram muito para poder pagar as melhores escolas particulares para gente e todos os cursos extra curriculares que vocês possam imaginar: ballet, piano, futebol, inglês e muitas outras coisas. Sacrificaram muito de si próprios para poder nos oferecer tudo de bom e do melhor. Portanto, se olhamos para trás, é nítido que meus pais educaram a mim e aos meus irmãos, para termos nossa independência! A ideia era que a gente estivesse preparado para “se virar” na vida adulta!

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Mas olha que interessante, principalmente no meu caso e no de minha irmã: embora estivéssemos sendo educadas para ter uma carreira e sermos independentes, me lembro vagamente de alguns comentários bastante contraditórios, vindos de amigos e familiares. Vejam alguns exemplos:

  • “Sua sogra vai ver se você é boa para o filho dela na hora de cortar batata! Tem que cortar essa casca bem rentinha”
  • “Estudem bastante pois se um dia o marido largar vocês, vocês terão como se sustentar”
  • “Nada de sair “ficando” com qualquer um, senão ninguém vai querer casar com vocês depois!”

Tenso o negócio, né? E vocês viram que nada é muito explícito, não é mesmo? Ficava tudo meio que nas entrelinhas e cabia a nós interpretar as mensagens… Surreal, né? Não estou aqui para julgar ninguém, de verdade, acredito que essa geração que antecedeu à minha, também vivia uma fase bastante conflituosa frente a uma sociedade que passou a impor novas regras, especialmente no caso das mulheres. De certa maneira, a consolidação do movimento feminista começou mais ou menos na época da minha mãe… então imagina: se eu tenho conflitos internos nesse âmbito de carreira, imagina a coitadinha?! Mas enfim… não quero entrar nesse mérito… não sou historiadora. O ponto é o seguinte: todas essas mensagens foram processadas pelo meu cérebro da seguinte maneira:

 “Mayra querida, você tem que estudar muito e ter uma carreira bem sucedida. É o único jeito de você ter a sua independência financeira. Mas é para casar e ter filhos, viu? Nada de periguetar por aí! Case-se e cuide bem de sua família. Boa sorte!”

Difícil né? A “responsa” é realmente grande…

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E como vocês acham que lido com tudo isso? Bom… terapia, religião, … tudo isso! Mas acho que o que mais me ajuda mesmo é o seguinte: o tempo todo procuro fazer reflexões para me auto-conhecer. Leio muito. Estudo temas relacionados a psicologia… por conta própria, claro! E as vezes até me pergunto se o que eu sou hoje é um reflexo da educação que recebi ou se de fato representa o que eu sou de verdade. Acho que no fundo é um pouco das duas coisas.

Quem vê de fora, imagina que eu tenho uma vida toda perfeitinha: bem casada, uma filha fofa, bem sucedida na carreira, … mas como qualquer pessoa, eu tenho os meus conflitos e o maior deles é definitivamente esse: carreira versus maternidade.

Quando me pergunto: você gosta mesmo de trabalhar? Sem titubear eu respondo: AMO! Estudei e trabalhei muito para chegar onde eu cheguei e me sinto grata por tudo o que construí. Do fundo do coração. Não foi fácil. Me lembro de passar noites em claro estudando para as provas na universidade. Cálculo, física,  química… coisas que até hoje não entram direito na minha cabeça. Depois, quando entrei no mercado de trabalho, labutei que nem uma condenada (e ainda hoje faço isso), para ser profissionalmente reconhecida e crescer na carreira. Adoro estudar, aprender, trabalhar… não poderia viver sem isso!photo-1445633743309-b60418bedbf2

E quando me pergunto: você gosta de ser mamãe? AMO! Não sei o que seria da minha vida sem a minha filha. Ela preenche a minha alma de tanto amor e alegria que chega a transbordar por todos os meus poros. O cheirinho doce dela, o sorriso meigo, a pele macia, os dizeres inocentes, os abraços amorosos… a Catarina fez aflorar um lado em mim que eu nunca soube que existia. Me sinto plena e realizada de tê-la em minha vida. Junto ao meu marido, construí uma linda família. Sinto um prazer imenso de cuidar dos dois. Lógico que as vezes rola um stress. Normal… mas quando faço as minhas reflexões chego a seguinte conclusão: nasci para isso! Sou definitivamente uma WORKING MOM!

A photo by Jeff Sheldon. unsplash.com/photos/9dI3g8owHiI

Muitas pessoas tem a seguinte filosofia: “a vida é feita de escolhas”. Concordo e acho que definitivamente não existe uma fórmula genérica para todas as mulheres: Cada uma tem que se auto-conhecer, respeitar os próprios anseios e fazer escolhas. Tem mulheres que decidiram largar suas carreiras para se dedicarem a maternidade, outras que decidiram não ter filhos… e posso dizer? Admiro todas essas mulheres modernas. Sabe por que? Pois são mulheres bem resolvidas que sabem o que quer. Gente… vamos combinar: Não precisamos mais seguir uma cartilha… clichês. Os tempos mudaram! Hoje nós mulheres temos a liberdade de traçar os nossos próprios caminhos. De fazer escolhas. Isso não é fenomenal!?

Em resumo: É possível ter uma carreira e ser mãe? É!!! Eu sei que é. Sou a prova viva disso. É fácil? Não! É muito, muito, muito … difícil. Mas é possível. E a palavrinha chave é “Equilíbrio”! As vezes me sinto culpada. Me sinto ausente. As vezes me pergunto se estou fazendo a coisa certa. Não vou negar que esses conflitos internos existem e muito provavelmente sempre existirão! Mas quando páro e reflito, chego sempre a conclusão de que essa vida louca funciona muito bem para mim, obrigada! E assim seguimos … equilibrando cada dia um pratinho e vivendo intensamente!!!

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Bom, deixa eu ir que essa semana de trabalho vai ser puxada! E sexta-feira tá chegando aí! Contando os dias para dar umas mordidas na bochecha mais gostosa do mundo!!! Bora lá!

Beijos e até o próximo post!

Ma