A famosa lenda da chorona – mito mexicano

Oi pessoal!

Como comentei com vocês no post anterior, os mexicanos adoram celebrar o dia de finados ou “El Día de los muertos” com muita festa e alegria. Quando vivi no México, confesso que achava o negócio até meio macabro mas depois fui me acostumando! As mulheres se pintam de “Catrina”, os estabelecimentos montam altares coloridos em homenagem aos mortos, os cemitérios ficam decorados com velas, flores e comidas… enfim! É tudo bem diferente da maneira como celebramos no Brasil. Uma das coisas que eles costumavam organizar e que eu ADORAVA, eram as “Noches de leyendas”. Algumas vinícolas e fazendas organizavam eventos noturnos, onde podíamos nos reunir ao redor de uma fogueira, tomar um bom vinho e ouvir histórias de terror. Existem muitos mitos mexicanos e hoje queria aproveitar esse post para contar um deles para vocês! Como essas lendas são passadas de geração em geração, no boca à boca, é possível que existam algumas variantes dessa história por aí. Mas enfim… Vou contar para vocês a versão que eu aprendi na vinícola “Hacienda de Letras”, na cidade de Pabelón de Arteaga, Estado de Aguascalientes!

A lenda da chorona (La leyenda de la llrona)

“Diz a lenda que havia uma mulher de origem indígena que teve um romance com um fidalgo espanhol. O casal jamais assumiu a relação, afinal de contas, um homem da mais alta estirpe jamais poderia apresentar uma flagelada qualquer à alta sociedade! Mesmo assim, deste relacionamento nasceram 3 filhos bastardos.

Para que a união entre o casal fosse mantida em total sigilo, a mulher e os filhos foram privados de qualquer contato com o mundo exterior. As crianças viviam praticamente nas sombras! A vida em isolamento, acabou fortalecendo muito a relação entre mãe e filhos. A mulher cuidava das crianças com tanta devoção que chegava a beirar a adoração uma vez que a maternidade era o seu único alento. 

Em um determinado momento, a indígena começou a sentir a necessidade de um pai mais presente e a criação de um vínculo familiar mais sólido junto às crianças. O fidalgo espanhol é então colocado sob pressão para formalizar uma relação amorosa. Mas ele sempre se esquivava, por temer a reação da sociedade e o comprometimento de seu status social.

Após alguns anos, o fidalgo acaba se casando com uma dama espanhola da sociedade. A indígena, ao inteirar-se da situação, fica completamente desesperada. Em um ato de vingança, ela decidie levar os filhos a beira de um rio nas cercanias do lago Texcoco e, abraçando-os com muito amor, os afoga um a um. Por fim ela acaba com sua própria vida! Pois não suportaria mais viver com a culpa de seu próprio ato. 

lalloronalago

Ainda hoje algumas pessoas dizem ouvir o choro da mulher em toda a extensão do rio Pánuco, o que compreende não só o lago de Texcoco mas também o famoso lago de Xochimilco, no bairro de Coyacán, Cidade do México.

xochimilco-168150

Xochimilco

Segundo a lenda, a chorona se sente tão arrependida do que fez que simplesmente não consegue partir deste mundo. Por isso ela vagueia sem rumo como uma assombração, sequestrando criancinhas! Dizem por aí que ela leva essas crianças para as profundezas de uma gruta para poder cuidá-las. Na escuridão. Por toda a eternidade. Como se fossem seus próprios filhos.”

Macabro né? Mas enfim … essa é uma típica lenda mexicana e adorei compartilhá-la com vocês!

Para quem quiser assistir uma “película” sobre esse filme, recomendo baixar o filme “La leyenda de la llorona”, uma animação mexicana super bonitinha! Vocês vão adorar!

la-leyenda-de-la-llorona-550x780

Beijos e até o próximo post!

Ma