Vivendo bem gastando menos – Parte 2: Auto-reflexão

Oi pessoal!

E hoje é dia de falarmos um pouquinho mais sobre o livro “Living Well Spending Less” de Ruth Soukup que trata do tema FINANÇAS DOMÉSTICAS. Como comentei com vocês no post anterior, não encontrei esse livro em português no mercado nacional, mas o título poderia ser traduzido como “Vivendo Bem Gastando Menos” ou algo assim. Como o livro possui 12 capítulos e é relativamente extenso, decidi escrever 4 posts! Em cada um deles irei compilar uma média 3 capítulos, combinado? Assim a redação não fica tão longa e maçante…

Preparados? Então vamos lá!

Respire fundo… e reflita!

Antes de sair passando a fórmula de como alcançar a excelência da gestão financeira doméstica, a autora dedica 3 capítulos a temas relacionados ao AUTO-CONHECIMENTO. Isso mesmo … precisamos entrar no modus operandi ZEN! Entrar na “vibe” no negócio. Dedique um tempo à introspeção e siga o passo à passo que eu vou passar para vocês.

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Capítulo 1: Vida boa” não é bem aquilo que entendemos como “vida boa”

Aceitação! Precisamos compreender, de maneira plena, de que não se trata daquilo que temos mas sim daquilo que somos! Alcançar esse nível de plenitude é algo que pode nos exigir muita disciplina e uma boa dose de auto-reflexão, por incrível que pareça. É difícil. Sabe por quê? Pois o ser humano, por natureza, é resistente à mudança.

Gastar, consumir, comprar … a nossa sociedade nos convida a conjugar esses verbos a todo momento. E é aí que o dinheiro que vai embora… seja na reforma da cozinha, na aquisição daquele lindo par botas ou quando decidimos turbinar nossa bicicleta com aquele Garmin de última geração. Nunca nos sentimos saciados. E depois? Depois, todo aquele sentimento momentâneo de satisfação vai se esvaindo. E o gostinho de quero mais persiste, não é mesmo? A autora cita uma frase que diz tudo: “More is never enough”… tapa na cara, né?

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Para sairmos desse círculo vicioso, a autora nos convida primeiramente a rezar. Isso mesmo … rezar. A autora é católica, mas independentemente de suas crenças, o ponto aqui é o seguinte: Respire fundo, concentre-se e reflita! Peça  auxílio para aquela “força maior”! Seja ela qual for… cada um com sua própria crença! Só assim você irá alcançar a plenitude de sua sabedoria. Abra as portas de seu coração para que você seja receptivo à mudança. Esse processo é inerente ao sucesso de nossa iniciativa! Você tem que querer! Tem que desejar a mudança do fundo do seu âmago.

A autora, no final do capítulo, nos convida a fazer um pequeno exercício:

Esqueça tudo aquilo que te diz a sociedade. Concentre-se em você: o que te faz feliz? Mesmo que isso vá contra aquilo que a sociedade entenda como algo louvável ou “politicamente correto”. Faça uma lista de coisas que te fazem sentir-se completamente realizado na vida. O que te motiva e o que você deseja para o futuro. Não pense em “coisas materiais”. Pense na essência da vida: amor, risada, educação, leitura, empreendedorismo, trabalho voluntário, amigos, comida, maternidade … Pense macro! Liste tudo em um papel. Utilize palavras no substantivo nessa sua atividade. Precisamos ter visibilidade da Big Picture. Mais para frente destrincharemos tudo isso em ações.

Capítulo 2: Plenitude é uma escolha

A segunda etapa do processo é o encontro da nossa paz interior: Valorize e agradeça aquilo que você possui. E agradeça do fundo de sua alma. Por exemplo: você possui comida à mesa, saúde, um lar, água fresca e energia elétrica. Esses são itens básicos de sobrevivência, eu sei. É a base da pirâmide de Maslow! Mesmo assim … você já imaginou ficar um dia sem se alimentar? E quando falta energia elétrica em casa? Duas horas sem luz, para mim, é o verdadeiro caos! Vocês se lembram do transtorno que foi nossa crise hídrica? Pronto, está aí um exemplo mais do que prático! Portanto, agradeça! Na Síria, água fresca e energia elétrica são mordomias!

O que mais você possui que vale a pena agradecer? Muitas vezes, o ser humano pode sentir-se “inadequado” ao comparar-se a outras pessoas. É natural… todos nós podemos eventualmente sentir aquela “pontinha de inveja” pelo colega que comprou um carro novo ou passou o último natal nas Ilhas Maldivas. O jardim do vizinho é sempre mais verdinho, não é mesmo? É como minha mãe sempre diz: “toda comparação é infeliz”. Portanto, faça-me o favor: pode eliminar imediatamente esse sentimento de inveja desse seu coraçãozinho! Tenho absoluta certeza que você também possui um montão de coisas que despertam a inveja alheia: um filho lindo e saudável, uma casa bem arrumadinha, um jardim sem tiririca… portanto dedique diariamente um tempo na agenda para exercer a sua profunda gratidão pela vida e por tudo o que você possui.

Capítulo 3: Todos temos um Sweet Spot

Gente, vai ser difícil traduzir Sweet Spot. Ao pé da letra, seria algo como “lugar doce” mas obviamente que em português essa tradução não faz o menor sentido.

Segundo a autora, o Sweet Spot é a intersecção entre a sua maior habilidade e aquilo que te apaixona. Mas como encontrar esse tal de Sweet Spot?

Bom, vamos lá, tarefa de casa. Faça duas listinhas:

  1. Talentos: Descubra qual o seu dom. Todos nós temos uma vocação: dançar, cantar, ensinar, vender , dançar ou escrever… identifique o seu talento nato. Onde é que você “manda bem”? Anote todas essas suas competências em um papel. Verbos no indicativo! E deixe aí registrado e guardadinho.
  2. Sonhos: Faça uma lista de seus sonhos e anseios. O que te realiza como ser humano e aonde você quer chegar? Alguns exemplos práticos de curto e longo prazo: conhecer o Brad Pitt, fazer um mochilão pela Europa, emagrecer 20 Kg, tirar 10 na prova de física quântica… Não se sintam acuados. Escrevam tudo aquilo que julguem relevante! Pensem grande e não caiam na risada ao fazerem esse exercício! Se você quiser de fato conhecer o Brad Pitt, do fundo do seu coração, anota aí! Mas tem que ser verdadeiro, hein?

Uma vez terminada essa atividade, cruze as informações da lista de “talentos” versus a lista de “sonhos”. O que elas têm em comum? Você verá que encontrará diversos pontos de intersecção. Outra perguntinha: Ao analisar o resultado desse exercício, qual a conclusão que você chega? Você acha que sua vida hoje está no rumo certo? Tudo o que você faz, está de fato te conduzindo diretamente à realização de seus sonhos? Ou você tem o sentimento de que ainda precisa ajustar as velas?

Aliás, tenho um ótimo exemplo de ponto de intersecção: Como vocês sabem, eu adoro ler e escrever. Podemos dizer que tenho esses dois talentos. Eu sempre fui uma leitora ávida. Tenho uma biblioteca repleta de títulos e sou super ciumenta com todos eles. Mas e a escrita? Embora escrevesse um ou outro texto para o trabalho ou para faculdade, nunca tinha tido a oportunidade de dar vazão às minhas redações até a criação do blog! Redijo meus conteúdos com tanta paixão que acho que é isso que tem atraído alguns seguidores fora de meu circulo de amizades. Muitos de meus amigos me encorajam a impulsionar mais o meu blog: “Adoro os seus textos! Você escreve bem! Mas tem que impulsionar esse blog aí!”. Morro de rir ! E me sinto satisfeita de escutar esse monte de elogio gostoso. Agora, posso falar? Eu já encontrei o meu sweet spot! Já estou escrevendo! Para todos vocês! E isso já me deixa realizada. Claro… quanto mais gente ler meus textos, melhor! Mas o ponto é o seguinte: em minha listinha de sonhos, não está contemplado o tópico: “Ficar famosa”, “Me tornar a blogueira número 1 do Brasil” ou “Ir para Hollywood”! Bom… se um dia eu for para Hollywood, tô no lucro! Imagina só se de quebra conheço mesmo o Brad Pitt? Meu jardim, além de verde seria florido! 😂

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Brincadeirinha… mas acho que com esse exemplo, deu para elucidar um pouco qual é a dinâmica do Sweet Spot, certo?

Gostinho de quero mais …

Bom pessoal, conforme combinado, paramos por aqui!

Eu sei, eu sei…

Aposto que esse post deixou todos vocês com “água na boca”! Com um gostinho de quero mais, não é mesmo? Seguramente estão aí se questionando: “Ok, vamos deixar de lero lero e partir logo para o que interessa: como é que faz para cortar a conta do supermercado pela metade? Além do mais o que é que isso tudo tem a ver com FINANÇAS DOMÉSTICAS! Pirou de vez essa mulher!”…  Calma! Segurem a ansiedade aí! Nós vamos chegar lá! Tem todo um processo… acreditem! É preciso preparar a aura antes.

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E como já dizia Erich Fromm, psicanalista, filósofo e sociólogo alemão que viveu no século passado: “A principal missão do homem, na vida, é dar luz a si mesmo e tornar-se aquilo que ele é potencialmente”. Em seu livro “Ter ou Ser”, o autor trata justamente do cerne de nossa discussão: não se trata daquilo que temos mas sim daquilo que somos!

Portanto, nada de pular etapas: vamos começar do começo! Aguenta firme aí! 😂

Beijos e até o próximo post!

2 comentários sobre “Vivendo bem gastando menos – Parte 2: Auto-reflexão

  1. Vilma Salvador disse:

    Como é gostoso ver o raio ( ilimitado) de atuação da informação, o compartilhamento das ideias, a troca de experiências. Antigamente…. 30 anos é muito antigamente? Não havia toda essa teia, esse emaranhado de informações. A leitura era concentrada no leitor e no livro, se alguém tivesse lido o mesmo livro, poderia trocar ideias, conclusões e ações. E ficava no verbal, outras, por vezes adormecidas. Hoje é muito diferente, podemos ler a opinião de muitos, assimilar, revelar fatos e coisas não refletidas no nosso mundo individual. E o importante, não se desviar da meta do ser.

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