Que venha 2017 !

E mais um ciclo se encerra. Adeus ano velho!

Regra número 1: todo mundo de branco! World peace! E esse ano todas as  nossas vibrações tem que ir diretamente para Síria, hein gente!? Quem está na praia vai curtir os fogos na beira do mar, presentear Iemanjá e pular 7 ondas. Aqueles que ficam na casa dos avós, provavelmente vão prestigiar mais um clássico de Roberto Carlos na Globo, comer lentilha e semente de romã. Tem quem goste de balada! Tem que goste de algo mais sussa ao lado dos amigos. Enfim… no final das contas o objetivo é um só: Celebrar! Celebrar o recomeço! Celebrar o fim! Celebrar a vida!

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A virada de ano é um marco muito importante de nossa cultura, não é mesmo?  Nessa época, é natural que todos nós façamos reflexões. Fazemos um balanço profundo de tudo o que deu certo e o que deu errado no ciclo anterior. Criamos metas para o ano que está por vir. E assim seguimos com nossas vidas.. ano após ano.

Pois então… eu faço tudo isso! Exatamente como qualquer mero mortal! Bom … talvez eu seja um pouco mais atarracada do que a média da população no que diz respeito ao cumprimento das metas estabelecidas na virada do ano. Vocês me conhecem … sou simplesmente o capeta quando enfio algo na cabeça! Mas fora isso … #tamojunto! Assim como vocês, também estou em busca da minha realização pessoal. Vivo em busca de meus sonhos e da manutenção da felicidade plena, como qualquer ser humano.

Mas gente … posso falar? Esse ano me sinto diferente. Não sei explicar direito o por quê, mas pela primeira vez em 35 anos, confesso que me sinto cansada. Isso mesmo … cansada. Cansada de tanta cobrança. Cansada de viver me superando. Tipo assim: Living on the edge, dá para entender? Cansada de provar para mim mesma e para os outros do que sou capaz. Sei lá … já deu. Sinto que já fiz tanta coisa nessa vida … queria meio que “sossegar” um pouco em 2017! Ok, ok … uma geminiana sossegada é difícil de acreditar. Mas o meu ponto é o seguinte: Não tenho nenhum plano mirabolante para 2017. Só quero curtir a minha vida do jeitinho que ela é.

Mazinha em seu momento zen.

Mas deixa eu dar um exemplo prático para vocês: desde que me conheço por gente, eu me sinto cobrada. Vivia ouvindo meus pais dizendo que o meu futuro estaria nos estudos. Então eu estudava. Estudei línguas. Fui para uma das melhores universidades do país. Fiz mestrado. Fiz MBA. Depois de muito estudar, fui encarar o mercado de trabalho. E lá a cobrança era outra, ainda mais sendo mulher: você tem que crescer na carreira! De analista júnior, para plena, para sênior, para gerente, para diretora… para a PQP! E o negócio não tem fim!!!!! Eu nunca parei para me perguntar aonde é que isso tudo ia parar! Até eu perder o meu emprego. Lógico: veio aquele baque. E agora? O que eu vou fazer? Mas gente … uma amiga já havia me alertado: eu ganhei um presente da vida! E hoje eu vejo que isso é a mais pura verdade. Nos últimos dois meses tenho curtido tanto a minha família, mas tanto … que não sei explicar em palavras a plenitude da minha felicidade. Isso jamais teria me acontecido se eu estivesse trabalhando que nem uma condenada. Nas últimas semanas desfrutei de minha família como nunca havia feito antes. Sem amarras. Sem compromissos.

Outro dia mesmo fomos tomar um sorvete, minha filha e eu. E ficamos lá sentadas no banco do shopping completamente lambuzadas. Olhando as carpas de um pequeno lago artificial. Acho que nunca tinha parado por tanto tempo para tomar sorvete sentada ao lado da minha filha olhando um bando de peixes alaranjados nadando para lá e para cá. Em geral tomávamos sorvete no carro a caminho de algum compromisso importante ou andando pelo shopping enquanto eu resolvia alguma pendência pelo celular. Eu nunca estava “de corpo presente” ao lado dela nesses pequenos momentos da vida. E como é bom estar ao lado dela. Observar aquele sorriso doce e inocente quando de repente ela te abraça, do nada, dizendo que você é a mamãe mais linda de todas. Quantas vezes eu ignorei esses abraços macios porque precisava responder algum email importante?  Meu Deus … como eu mudei.

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Eu amo trabalhar. E voltarei ao mercado de trabalho a partir de janeiro! Recebi uma oferta de emprego no início de dezembro mas depois escrevo um post contando tudinho para vocês. O ponto é o seguinte: Dessa vez as coisas serão diferentes. Dessa vez eu é que vou determinar até onde eu quero ir. Cheguei num determinado ponto da minha carreira onde disse para mim mesma: basta. É aqui que eu quero ficar. Pelo menos por enquanto. Essa é a posição máxima que quero assumir neste momento de minha vida pois é nela que conseguirei um bom balanço entre família, carreira e vida pessoal. E está tudo bem. Já escutei muita gente me falar que tenho potencial para alçar vôos mais altos. Mas eu não quero. Eu quero uma posição que me desafie intelectualmente mas por outro lado, me permita tomar sorvete com a minha filha em uma plena quinta-feira as 17h30 da tarde. Já não me importo com os olhares questionadores. Não devo nada para ninguém e estou feliz com as minhas escolhas.

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Para esse ano, eu só quero curtir a minha casa. O meu cachorro. O meu marido que está sempre ao meu lado. A minha filha que é a pessoa mais encantadora da face da Terra. Meus pais, que pouco a pouco estão envelhecendo. Meus irmãos que são o meu elo eterno com todas as minhas origens. Quero retomar contato com todos os meus amigos. Sei que me distanciei de alguns no último ano, mas quero todos vocês de volta ao meu lado pois sinto muitas saudades. Também quero fazer novos amigos! E claro … se der para encaixar uma pós-graduação, um meio iron e uma maratona na agenda, ok! Se não der … tranquilo! 😉

Um comentário sobre “Que venha 2017 !

  1. adrianalcino disse:

    Que maravilhosa reflexão e ressignificação de vida, parabéns!!!
    Você constatou o que muitos conseguem só no final da vida, o que é de fato o essencial.
    E que você já tem TUDO, sua VIDA e sua família.
    que venha 2017!!!

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