Escolhi viver uma vida sem malícia

Quem me conhece sabe que eu sou um ser humano extremamente orientado à pessoas! Adoro conhecer gente nova, passar tempo com os velhos amigos, jogar conversa fora… Pode ser qualquer assunto! Falo sobre amenidades mas também curto um papo cabeça! Procuro não me aventurar em temas polêmicos como política e religião. E prefiro não opinar muito quando o tema é futebol! Sou do tipo “Cala a boca, Magda”, que vive perguntando para o marido o que é o tal do “impedimento”.  Então já viu, né? Melhor ficar quieta nessas horas para não falar bobagem! Mas o ponto é o seguinte: A-DO-RO estar rodeada de pessoas. Pois a socialização está diretamente ligada ao aprendizado. E como uma boa geminiana, eu AMO aprender coisas novas.

s1ihvbg5tbi-ben-white

Outro dia estava lendo um artigo naquele site “O segredo” e fiquei bastante encasquetada com a matéria, a qual afirmava que pessoas inteligentes procuram evitar a interação social. Li o artigo inteiro… mas tenho que dizer: discordo completamente do que foi tratado ali! Todos nós sabemos que para sermos bem sucedidos na vida e na carreira, precisamos de um bom balanço entre QI e QE!  A famosa inteligência emocional! OK… talvez o artigo seja válido quando estamos falando de alguns cientistas malucos e excêntricos! Aqueles que ficam trancafiados dia e noite, noite e dia, desenvolvendo fórmulas matemáticas malucas! Mas não podemos generalizar! Nem todos os seres inteligentes do planeta Terra são introspectivos. Eu mesma conheço um monte de gente (inclusive cientistas) que tem um QI elevadíssimo e adoram pessoas! Como já dizia Einstein… tudo é relativo.

Mas enfim … filosofias à parte: Eu Mayra simplesmente adoro gente!

Ontem mesmo publiquei um pequeno poema do Mario Benedetti, chamado “La gente que me gusta”. O texto que publiquei está todinho em espanhol, mas gente… Demais!!! Quem tiver a oportunidade de ler o poema na minha página do Facebook, super recomendo. Vai com fé, pois dá para entender numa boa! Fiquei bastante tocada quando li esse poema pela primeira vez a alguns meses atrás pois ele retrata com perfeição a minha alma e o meu sentimento com relação à pessoas. De maneira resumida, o autor diz como aprecia pessoas livres de malícia. Isso mesmo … malícia. Que segundo o dicionário significa:

Malícia

substantivo feminino

1. aptidão ou inclinação para fazer o mal; má índole; malignidade, maldade.

2. habilidade para enganar, despistar; astúcia, ardil, manha.

Minha mãe sempre diz que, infelizmente (ou felizmente), criou os seu três filhos sem malícia. No atual mundo em que vivemos ser malicioso ou talvez saber interpretar a malícia alheia, pode ser chave em nossas interações sociais. E muitas vezes pode até ajudar em nossa própria sobrevivência, em especial no mundo corporativo! Pois é … mas eu não tenho a tal da malícia. Não fui criada para isso. Bom … depois de tomar muito na cabeça, acabei ativando um pequeno radar que me ajuda a ler e interpretar a malícia alheia. Portanto não sou de todo, leiga no assunto. Mas gente… vou te contar, hein!? Levei muito tempo para chegar até aqui. Hoje posso me gabar: tenho um radar infalível para pessoas. Modéstia à parte, eu desenvolvi um talento incrível para interpretar o ser humano e sou capaz de detectar a malícia dos outros à milhas de distância! Tem amiga minha que vem até me pedir opinião sobre determinadas pessoas antes de começar novas relações, sejam elas amorosas ou de amizade. Meio que virei guru no assunto. Engraçado né?

gmlnhabkcie-cynthia-magana.jpg

Embora eu tenha esse mega “poder” de super heroína, confesso que eu mesma prefiro seguir fazendo o papel de boazinha. Não sou uma pessoa maliciosa e nem pretendo ser. Já ouviram aquele ditado: “eu sou boa, mas não sou boba?”. Pois é… é mais ou menos por aí. Fiz a minha escolha e não abro mão do meu jeito de ser. Acho que por isso que atraio pessoas para perto de mim. De certa maneira eu emano o bem… sei lá! É difícil explicar! Sinto que sou uma pessoa muito querida e muita gente preza por minha amizade. E isso me deixa muito satisfeita! Bom… nem todo mundo! Já tomei alguns perdidos nessa vida, um deles inclusive essa semana! Mas não importa … meu coração está cheio de boas intenções e quem quiser estar ao meu redor, vai ser atingido por feixe de energia positiva que é justamente o que quero transmitir! E viu… um recado para minha mãe: obrigada por ter me educado com tanta pureza. Graças a essa sua educação eu durmo tranquila no meu travesseiro todas as noites. Levo a vida com mais leveza. E me sinto bem. Eu sei … tive uma dura trajetória até aqui. Fui passada para trás inúmeras vezes (e ainda hoje tem gente que me puxa o tapete) mas eu prefiro que seja assim. Não vou mudar.

nt2_l4tryts-corinne-kutz

Pois então… olha só como é a dinâmica de uma pessoa isenta de malícia: outro dia enfrentei uma situação chata com uma amiga que se afastou de mim. Uma amiga que eu gosto muito. De anos! Não tinha entendido bem o estava acontecendo. Confesso que eu estava vivendo uma fase chatonilda depois que perdi meu emprego, vivia meio down … não era das melhores companhias, mas era uma fase… what is going on? Aquele sentimento de dúvida me remoía por dentro. Não gosto das coisas mau resolvidas. Então fui abordá-la para saber o que estava acontecendo. Não podia passar a noite de natal sem antes ter a certeza de que estava tudo bem entre nós duas. E foi ótimo!!! Ela estava se sentindo como eu: ganhando coragem para vir falar comigo também. Fiquei feliz de ter tomado a iniciativa. Não tenho o menor orgulho. Quando gosto de alguém, gosto MESMO! E espalho para todos os ventos como valorizo a sua amizade. Bom… no final das contas acertamos nossas diferenças e pronto. Tudo resolvido. Passei o natal sem amargura no meu coração. E ela também! 😍

Pois é … e esse é o comportamento de uma uma pessoa sem malícia. A gente tenta compreender o que está acontecendo. A gente dá o primeiro passo quando tem que se redimir de um erro ou um mau entendido. A gente pede perdão. E a gente esquece rapidamente quando alguém nos machuca. Na verdade muito raramente a gente guarda rancor. Pois compreendemos em sua essência de que somos todos seres humanos e cometemos erros. E viu … é incrível como a gente atrai nossos semelhantes. Nós seres “sem malícia” somos pequenos imãs que se atraem mutuamente. Parece que existe uma conexão do além que nos conecta. Bom … a teoria da Sincronicidade do Jung, de certa maneira explica esse fenômeno! A leitura de dados do subconsciente coletivo… muito louco né!

s_1uggl8ay-justin-young

Depois de muito filosofar, optei por criar minha filha da mesma maneira como eu fui criada. O sorriso de Catarina é a coisinha mais inocente desse mundo e não tem como passar batido. Ela sorri com os olhos. Ela tem a fala doce. Ela não vê maldade em ninguém… E é por isso que eu estou aqui. Para protegê-la, ampará-la e orientá-la. As vezes sinto medo. Medo de que ela sofra ao longo de sua trajetória. E vai sofrer! Vai sofrer muito. Ela é “muito boazinha demais”. E nesse mundão aí afora, o mais tem é raposa velha! Enfim… ela vai aprender à duras penas nessa longa estrada da vida, assim como a sua mamãe. No final das contas, eu tenho a seguinte crença: o mundo precisa de gente como a gente. O mundo precisa de mais leveza e de mais honestidade, não acham? Como é bom estar rodeada de gente do bem e verdadeira. E eu faço questão de fazer parte desse grupo de pessoas que está aqui para transmitir o bem.

Um comentário sobre “Escolhi viver uma vida sem malícia

  1. Vilma Salvador disse:

    Bem assim…, muito difícil educar para as maldades do mundo. Mas temos um guia, os ensinamentos do filho Dele, e com base nesse guia, orientamos.
    E como é difícil falar dos espertos espalhados pelo caminho, e por isso sempre achei que o diálogo com a família é a base para dissipar decepções, ver o outro lado da moeda.

    Curtido por 1 pessoa

Os comentários estão desativados.