18 anos juntos: como chegamos até aqui !

Já vivi mais de meia vida ao lado do mesmo homem!!!

Esse post é para matar a curiosidade de todos vocês! Sei que muitos de nossos amigos admiram bastante a minha relação conjugal com meu marido uma vez que ela tem sobrevivido firme e forte por 18 anos! Mais de meia vida levando-se em conta que ambos estamos na faixa dos 35 anos! Chegamos até aqui mas não pense vocês que foi fácil! Vou contar para vocês o segredo de tanta longevidade especialmente nos dias atuais, onde todos nós somos estamos expostos à tentações a todo momento e é muito fácil desistir de tudo. Jogar tudo para o alto e… partir para outra!

Mas senta aí que lá vem história!

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Como nos conhecemos…

Eu e o Valdinho nos conhecemos em 1998! Aos 17 anos! Nós dois estávamos inscritos no programa de intercâmbio do AFS (American Field Service) e iríamos passar um ano nos EUA. Um mês antes de nossa viagem, fomos para um camping na cidade de Ibiúna para receber as últimas coordenadas pré-viagem junto com outros 100 estudantes. E foi lá que nos conhecemos. Fiquei toda apaixonada por aquele “alemão” de 1.8 metros de altura, que além de bonitão, era inteligente e simpático. Mas enfim… fiquei só na paquera mesmo pois ele acabou dando “uns pegas” em uma outra menina.

Moleque é fogo!  😂

Como não sou de desistir tão fácil, acabamos trocando umas beijocas no avião a caminho dos States. Isso mesmo: ele deu um chega para lá na outra menina e ficou comigo!

Valdinho viveu um ano em New Ulm, Minnesota. E eu morei em Houston, Texas. Durante esse período, nos falávamos todos os dias por ICQ ou telefone! Vocês lembram do ICQ?

“Oh ow!”! 😂

Nosso namoro…

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Nós começamos a namorar de verdade depois que voltamos ao Brasil. Éramos adolescentes na época e voltamos completamente focados a fazer cursinho para entrar na faculdade. Depois de muito estudo, conseguimos entrar nas tão almejadas universidades públicas! E ambos escolheram carreiras na área de exatas.

Durante 5 anos, nossa vida foi assim: eixo São Carlos – Campinas – São Paulo!  Éramos adolescente… então não tinha jeito! Tínhamos literalmente que namorar na casa do “papai e da mamãe”. E estudar muito! As nossas faculdades nos exigiam bastante. De sábado e domingo, passávamos pelo menos umas 4h estudando na mesa da sala de jantar. Como tínhamos as mesmas matérias, estudávamos juntos. No fim da tarde, íamos para o cinema ou dávamos uma corrida no parque. Apesar do grau de exigência de nossas faculdades, nós  podemos afirmar que aproveitamos bastante nossas vidas de universitários.

Como vocês podem ver, desde o começo de nosso namora tínhamos bastante coisa em comum.

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O começo de nossa vida profissional…

No final da faculdade, pela primeira vez em nossas vidas, optamos por seguir caminhos diferentes.  Eu fui fazer mestrado e ele foi foi trabalhar em uma indústria alimentícia. Decidimos ficar na região de Campinas para podermos construir nossas vidas por aqui. Embora já falássemos em casamento senti que, por um breve momento, houve uma pequena desconexão entre nós dois. Eu ainda vivia no mundo acadêmico e ele já tinha ingressado no mercado de trabalho. Vivíamos realidades diferentes. Mas foi por pouco tempo: apenas 1 ano! Logo consegui emprego em uma indústria farmacêutica e parece que, de repente, voltamos a “falar a mesma língua”: ISO9001, CEAG, Trainee… Voltamos a nos reconectar!

Expatriação para Alemanha …

Em 2006 o Valdinho teve uma oportunidade de expatriação pela empresa. Vocês sabem que a gente sempre curtiu esse negócio de morar fora, né? E eu não titubeei: vou junto! Foi então que decidimos nos casar! Aos 24 anos! Super novinhos! O legal é que eu também consegui emprego lá na Alemanha, ou seja, ambos tiveram a experiência de trabalhar no exterior. Mais um ponto para gente: algo em comum! Trocávamos muitas figurinhas e aprendemos a falar alemão.

A morte do meu sogro …

Não tem como descrever a nossa história de vida sem falar dos impactos ocasionados pela morte de meu sogro. Gente… eu e meu marido começamos a namorar muito jovens. Isso quer dizer, que nossas famílias acabaram participando muito de nossa relação, desde o comecinho. Nossos pais tornaram-se amigos. Minha sogra é minha segunda mãe! Vocês entendem a dimensão do negócio? Eu sempre fui tratada como uma filha.

Quando meu sogro faleceu, eu estava grávida de 8 meses. Ele era muito jovem, tinha apenas 54 anos. E morreu de forma muito trágica e repentina. Esse acontecimento mexeu muito com nossa família e sem sombra de dúvidas, fortaleceu o meu elo com o meu marido.

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A chegada de um bebê…

Bebês são seres pequeninos que entram em nossas vidas como grandes furacões! Tô certa ou errada?

Gente … pensa comigo: Até esse momento, apesar de jovens, eu e o meu marido já havíamos passado por alguns perrengues nessa vida! Já havíamos tido experiências bastante únicas e grandiosas em nossos currículo: o desafio de entrar para uma faculdade pública, o desafio de sair de uma universidade pública com o diploma debaixo do braço, conseguir emprego, morte na família, mudança para o exterior, um Ironman no currículo no caso de meu marido… mas posso dizer uma coisa? Nada se compara a chegada de um filho. Essa é, sem sombra de dúvida, a maior provação de todas para um casal! Um filho é uma benção, mas depois de sua chegada, ou o casamento acaba ou se fortalece! 

E gente, vou contar a verdade para vocês: apesar de tudo o que havíamos vivido juntos até aquele momento, nosso casamento ficou na corda bamba por cerca de 4 anos após a chegada de nossa pequena. 

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Não foi nada fácil…

Em primeiro lugar, tivemos bastante dificuldade em encontrar o balanço ideal entre nossa vida a dois, nossas carreiras, nossas individualidades e as nossas vidas como papais de primeira viagem.

Catinha não dormia, eu engordei quase 20 Kg, troquei de emprego, ele recebeu uma promoção e começou a sentir o peso de ter mais responsabilidades no âmbito profissional, deixamos de praticar esportes (eu mais do que ele!)… ou seja! Nossa vida virou de pernas para o ar! Houve ruptura. Nos desconectamos.

Juro: em um determinado momento, achei que nossa relação iria terminar.

México …

Aí veio um convite de expatriação para o México. Bingo: chegou na hora certa! No começo eu não queria ir. Divórcio era algo que passava constantemente pela minha cabeça. Eu estava bastante cansada de tudo ao meu redor. Mas aí parei para refletir. Recordei de todos os bons momentos que havíamos vivido juntos. De todo o aprendizado ao longo de nossa trajetória e … decidimos tentar! Abraçamos essa expatriação como um recomeço. Uma oportunidade de acertarmos as nossas contas.

Então lá fomos nós para o México.

Lá fora, éramos apenas nós três. Ninguém mais. E foi então que pouco a pouco, nos re-conectamos novamente. Neste período aprendemos a desenvolver a tolerância e o companheirismo. Precisávamos apoiar um ao outro. Ganhamos maturidade. Eu voltei a treinar! Aprendi a balancear melhor o meu trabalho com a maternidade. Conseguia dar atenção ao meu marido… atingimos a plenitude de nossa relação a 3.

Apesar de nos estranharmos de vez em quando, vejo que hoje já não somos mais duas crianças. Somos adultos e queremos ficar juntos. Essa é a nossa escolha. E estamos no caminho certo.

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Conclusão…

Bom pessoal… essa é a nossa história. Estamos aí firmes e fortes. Sim, tivemos atritos ao longo desses anos. Que casal não passa por provações? Com a gente não ia ser diferente! Sei que ainda temos uma longa trajetória pela frente. Muitas águas vão rolar. Tudo pode acontecer. Mas a gente vai equilibrando um pratinho de cada vez. Afinal de contas, o futuro a Deus pertence. Enquanto isso, só posso tirar algumas conclusões para o sucesso de uma relação de 18 anos:

1) Mantenham interesses em comuns

Nem vem que não tem: esse negócio de que os opostos se atraem é uma armadilha! Casais felizes tem que ter interesses em comum. Senão esquece: não vai dar certo.

2) Cuidem-se mutuamente…

Todo mundo gosta de ser cuidado. Portanto, de vez em quando, prepare o prato favorito de seu marido enquanto ele troca a resistência do chuveiro. A vida lá fora já é tão dura. Que dentro de casa, a vida seja mais leve!

3)  … E também cuide do que é seu

Não podemos negar: estamos constantemente expostos à tentações. E de boa?  Tem gente que acha que só tem periguete nesse mundo. Só esperando um deslize seu para dar o bote. Mas aí é que nos enganamos. Além daqueles seres com cérebros do tamanho de uma ervilha (com esses aliás nem devemos nos preocupar), acreditem em mim, tem muita gente bacana por aí fora! Gente bonita, inteligente e legal! A verdade, minha gente, é que ninguém está livre de se apaixonar novamente. É um risco… portanto, cuide do que é seu! Nada de ciúme doentio. Mas cuide. Com amor. Uma pessoa bem resolvida, vai saber o limiar…

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4) Seja verdadeiramente grato

Construir uma relação é algo que demanda muita paciência, tolerância e amor. Sempre que estiver na dúvida, olhe para trás. Veja o que foi construído a dois. A casa que vocês compraram. A cozinha que deu tanto trabalho para reformar. O filho que vocês conceberam juntos. Que benção, não é mesmo?

5) Divirtam-se

Outro dia vesti uma blusinha branca com listras vermelhas! Meu marido me olhou e disse: “Onde está Wally?”. Enchi ele de tapas. Sem mais …

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6) Discuta a relação

Essa é engraçada! Se tem uma coisa que os homens odeiam é discutir a relação. Esse termo até já virou motivo de piada! Mas gente, não tem jeito: nada como dialogar e argumentar. Sempre tive um perfil mais pacificador. Procuro ao máximo evitar conflito. Mas mulheres… por favor, usem essa ferramenta com parcimônia! Senão viramos umas chatas de galocha.

7) Admire o seu parceiro

Uma relação sem admiração está fadada ao fracasso. Quando você olha para o seu marido ou esposa, o que você pensa? Ele ou ela é simplesmente o MÁXIMO?   Ótimo! É assim que tem que ser.

8) Esteja com alguém que extraia o seu melhor

O meu marido me desafia a todo momento. Grande parte do que sou e conquistei, foi graças a ele. É ele que vive “subindo a minha barra”. E eu simplesmente adoro isso!

9) Escolha a vida real em detrimento da vida virtual

Gente… por favor! A coisa mais ridícula que existe é observar casais jantando naqueles PUTAS restaurantes caros e cada um olhando para o próprio celular. Jura por Deus? Eu confesso que adoro as redes sociais! Adoro publicar fotos e criar o meu diário. Sempre mexo no celular para dar uma bisbilhotada no que o povo anda publicando. E está tudo bem. É divertido. Mas se a gente não se policiar, a gente vicia! Portanto, esteja de corpo presente em sua relação. Reserve uns breves minutos do seu dia para se distrair nas redes sociais. E só! #desligaessecelular

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10) Equilíbrio é tudo… 

Gente… e para terminar, o último ingrediente da poção mágica: Equilíbrio!

Ter filho é bom. Ter marido é bom. Ter trabalho é bom. Mas e você? Com a loucura do dia a dia, as vezes negligenciamos uma das pessoas mais importantes do núcleo familiar: nós mesmos! Portanto, reserve um tempinho para você mesmo. Você merece. Respeite a sua individualidade. Uma pessoa que se cuida e se ama, vai tirar de letra o que vier pela frente. Só tome cuidado para não desbalancear o resto. Não seja egoísta. Lembre-se do macarrão a bolonhesa do maridinho. E do “Jogo da Vida” que a filhota quer jogar com você. Tem que encaixar tudo isso em um dia de 24h.

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Pessoal é isso aí! Que fique bem claro: não sou a supra-suma dos relacionamentos amorosos! Nossos amigos sabem bem que eu e o meu marido nos “pegamos” de jeito a todo momento. Mas enfim… faz parte! Querendo ou não, construímos uma relação de 18 anos. Então alguma coisa a gente deve ter feito certo!

Beijos e até o próximo!