Pare, reflita … e ajuste as velas da sua vida!

Outro dia foi meu aniversário. Uma delícia! Foram 36 anos muito bem vividos. Celebrar a vida é “bão demais”, fala a verdade? A cada aniversário, eu Mazinha, páro para refletir. Para fazer uma retrospectiva … uma espécie de balanço! De como foi minha vida até o dia que marca a minha existência como pessoa!

O que deu certo?

O que deu errado?

O que será daqui para frente?

Reflexão e ação

Aliás, esse exercício de reflexão, eu costumo fazer com certa frequência. Óbvio que em marcos importante ele se intensifica: aniversário, natal, ano novo … mas o ponto é o seguinte: como é bom parar de vez em quando para refletir. Com a loucura do dia à dia, entramos no modus operandis automático e vamos seguindo em frente sem nem ao menos avaliar com sensatez, se o caminho que estamos tomando é o melhor para gente. Sem questionar se estamos com as velas ajustadas na direção correta: é esse o emprego que quero para mim? Estou feliz na minha profissão? É com essa pessoa que quero passar o resto de minha vida? Eu desejo ter mais um filho? Enfim… reflexões e mais reflexões. Como é importante se auto-conhecer.

Agora… eu vou falar uma bela de uma verdade, que vai deixar vocês mexidos: mais importante do que refletir… é atuar!!! Agir. Fazer o negócio acontecer. Uma vez que você identifica um problema, do something about it!

Essa sim é a parte mais difícil. A mudança. O grande desafio.

É natural do ser humano ficar na zona de conforto. Ali quietinho. Vendo a vida passar! Reclamando … passivo… tipo Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar … vida leva eu…”!

Deus que me livre e guarde! Tô fora.

Não sei vocês, mas eu sinto uma amargura tão grande no meu coração quando as coisas não acontecem do jeito que eu quero! Acho que sou uma menina mimada! 😉 Sério … eu não sossego enquanto não conserto o que está quebrado. Fico angustiada… algo me consome por dentro. Parece que vou explodir.

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E ajustar as velas, faz parte da vida. Vira e mexe a gente faz umas trapalhadas mesmo. Ninguém é perfeito. Todos tomamos decisões equivocadas de vez em quando. O importante é arrumar a bagunça que a gente mesmo apronta !! 😉 Só não pode esconder debaixo do tapete!

Deixa eu contar para vocês o primeiro ajuste de velas mais crítico que tive que fazer. Só para vocês verem um exemplo prático de como a coisa toda funciona.

Ajuste de velas.. carreira!

Tudo aconteceu a uns 10 anos atrás.

Como vocês sabem, me formei em química. Unicamp! Universidade de prestígio. Fui ótima aluna! Gostava muito de química orgânica. Depois que me formei, fui fazer mestrado. Fui aceita em um laboratório de pesquisa super renomado. Só gente top! Professor top. Laboratório top. Tudo top. E mandava até que bem. Minha tese foi super elogiada. Fiz um bom trabalho. Aí tive a oportunidade de ir trabalhar em uma indústria farmacêutica na Alemanha! Animal, né? Enquanto estive por lá, comecei a sondar um doutorado. Fiz até entrevista com um professor bam bam bam do Max Planck Institute em Dusseldorf. Estava tudo mais ou menos encaminhado… mas posso falar? Quando entrei no trem, de volta para casa, me deu um “Click”. Pensei comigo: “Mayra de Deus. Acorda!! Você não curte pesquisa acadêmica. Você até que manda bem, mas não gosta disso. Cai fora antes que seja tarde!”. Eu via os meus colegas de laboratório lendo artigos científicos, discutindo síntese assimétrica… substituição nucleofílica do pataquá… simplesmente apaixonados por aquilo. Ângelo, Dedéia, Ivan … os olhos deles brilhavam! Eu achava o máximo todo aquele entusiasmo. Bonito de se ver! E quanto a mim? Tudo o que eu queria era ir para academia fazer aula de jump fit! Não via a hora de largar os meus balões volumétricos e a minha clivagem oxidativa com tetróxido de ósmio para ler meus romances água com açucar da Jane Austen… finalmente compreendi que algo estava errado! Foi então que desisti de tudo! Voltei para o Brasil. E comecei do ZERO. Fui para Indústria. Muita gente me criticou. Meus pais não se conformavam… meus amigos então! “Que desperdício!” … Mas posso falar? Graças a Deus tomei essa decisão. Não foi fácil… tive uma carreira bem tortuosa até conseguir trabalhar em marketing de produto, que é o que amo de paixão. Aqui me encontrei! Sou super comunicativa. Adoro tanto a parte comercial como a operacional. Modéstia à parte, acho que sou uma vendedora nata! Vendo até cubo de gelo no Alaska, benhê! Isso sim é a minha cara! E tenho muito orgulho desse meu talento.

Foi fácil tomar essa decisão? De jeito nenhum. Mas foi sem sombra de dúvidas, uma das decisões mais acertadas da minha vida. Passei por alguns anos de turbulência em minha carreira, mas não desisti, nem por um minuto se quer.

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Conclusão…

Tá vendo … para tudo na vida se dá um jeito! Basta correr atrás! Identificar as falhas. E executar a mudança!

Lógico que nem tudo é perfeito! Muitas vezes, existem terceiros que são afetados por nossas escolhas. Especialmente quando se tem uma família. Eu por exemplo, já me sinto tecnicamente preparada para alçar vôos mais altos em minha vida profissional. Mas sei terei que esperar. Minha filha ainda é pequena. E meu marido está em um momento de carreira muito promissor. Eles precisam muito de mim nesse momento e eu quero estar presente para dar todo o suporte que eles por ventura venham a necessitar. E assim vamos que vamos. Monitorando… refletindo… tomando ação quando necessário. A conclusão que chego, é que nós somos responsáveis por fazer a vida acontecer. De forma alguma serei expectadora de minha própria vida. Eu sou a atriz principal! Às vezes coadjuvante … faz parte quando se escolhe viver uma vida à dois! O importante é que a cada ano, eu tenho andado glamurosa no tapete vermelho para garantir o Oscar!

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